ARQUIVO TÉCNICO: BOLA ALTA POR TRÁS DA BALIZA
Por Marcelo Albuquerque (atualizado do texto original de novembro de 2014)


Durante o Torneio Internacional Fred Jacques, disputado em novembro de 2014, em Santos, aconteceu um lance curioso e não tão raro no hóquei em patins. Os argentinos do Harrods Hath y Chaves marcaram um gol (ver o vídeo) que consideramos irregular.

Depois de muita discussão no Facebook, resolvemos escrever este artigo técnico sobre o qual define: Todo gol marcado por trás do gol, encobrindo a baliza, é falta. A física pode explicar que - em nenhuma hipótese - um jogador levantando a bola por trás da baliza poderá fazer um gol válido por infringir duas regras:


Artigo 52- Por ter colocado em risco um atleta (No mínimo o goleiro) ao ter levantado o estique acima do ombro


Artigo 55 - Por ter elevado a bola a uma altura superior a 1,5 metro do chão.


O que está em discussão diretamente aqui é, se, de fato, a bola esteve acima de 1,5 metros do chão.
Pois bem, é aqui que entra a física.
Levando em consideração a estrutura da baliza definida pelo próprio regulamento da FIRS (Anexo 2):




Nós teremos uma equação matemática no qual a bola vai percorrer uma altura de 1,125 metros mais a altura em que perde toda a velocidade de subida, com uma aceleração decrescente de modo a fazer uma parábola e se tornar factível de ser desviada ao gol, conforme ilustra o desenho abaixo:




Sendo assim, imaginando que o atleta seja um matemático exímio, ele consiga fazer uma parábola perfeita, utilizando o menor espaço possível, que é o do suporte superior, teríamos uma conta arredondada assim:




Desta forma, como nossa incógnita é X= 57,85 cm, somados aos 1,125metros da altura do gol, temos uma altura total de 1,70 metros que foi a altura que a bola esteve durante um ponto da jogada.

Sendo assim, fica provado cientificamente e matematicamente que, mesmo se o atleta execute o movimento perfeito, ele NUNCA conseguirá fazer um gol REGULAR por trás da baliza.